Sempre que alguém recebe ou alcança um cargo de gestão vem junto, entre tantas outras coisas, o “poder” que ele terá a partir dessa nova condição em sua vida. E sejamos sinceros, algumas pessoas querem esse novo lugar porque, segundo suas crenças, ninguém mais poderá negar seus pedidos ou discutir suas ordens. Sua equipe e seus colegas de trabalho serão considerados seus subordinados e, caso ousem responder algo diferente do que você queira ouvir, não servem para trabalhar com você.

Além dessa noção de poder, vem também a certeza de que é você quem sabe de tudo. Essa sensação faz com que a pessoa acredite que a sua percepção e a sua opinião sobre qualquer coisa, lhe certifica a colocar em xeque o trabalho dos demais. É tipo, “eu mando e entendo sobre tudo”, e o que menos se discute e se cobra em toda essa discussão é o respeito e a gentileza que devem ser inerentes ao cargo ocupado. Há um provérbio celta que diz “a verdadeira grandeza conhece a gentileza”, e quando não se percebem essas características num gestor dentro de uma organização, a cultura organizacional deve ser repensada.

Independente do cargo que uma pessoa ocupa na organização ou do papel que ela tenha no mundo, merece ser tratada com respeito e gentileza. As suas ideias devem ser respeitadas, a sua história de vida, as suas dores e as suas experiências podem contribuir com a gestão se forem levadas em consideração pelo gestor. O profissional que sabe respeitar e gerir todo o conhecimento adquirido na experiência de vida, tanto da sua equipe quanto de seus colegas e na sua própria, deixará um legado de competência e profissionalismo que o colocará em qualquer posição de destaque que almeje. 😉

Esse texto não quer deixar uma ideia da “divindade que se espera de um gestor”. Essa ideia de divindade está muito longe do papel que se deve desempenhar, porque para gerir uma organização você também precisa cobrar resultados, orientar ações e posturas profissionais, deixar o lado emocional de lado e focar no lado racional na maioria das vezes, mas é certo de que dá para fazer isso tudo com muito respeito e gentileza.

É só sair do pedestal em que você se colocou e tentar. O pior que pode acontecer é você chegar ainda mais longe. 😉

Nos últimos tempos tenho observado e refletido sobre muitas práticas e discussões acerca do marketing e do marketing digital, que estão me deixando bem confusa e curiosa sobre como podemos planejar e executar nossos planos de marketing e comunicação nesse novo ambiente multiplataforma. Antes de começar, gostaria de deixar claro duas coisas:
1. Esse artigo reflete tão e somente a minha percepção do assunto, com base na minha experiência profissional e de consumo diário. Outras pessoas e colegas da área tem total liberdade para pensarem e se posicionarem de forma diferente, pois a minha verdade não é a verdade de todo o mundo.
2. Na minha experiência profissional na área de marketing não existe diferença entre marketing e marketing digital, tudo é marketing, o que muda é a plataforma que levará a mensagem ao público. Então, marketing é e sempre será “só” marketing.

O que existe muito hoje é uma plataforma querendo ser mais forte que a outra, uma querendo aparecer mais do que a outra e isso não é saudável para ninguém. O que os profissionais, na ânsia de se tornarem conhecidos e referenciados, se esquecem é que antes de toda essa discussão sobre o digital e o tradicional existe uma coisa muito mais importante: a mente do consumidor, a forma como ele cria e percebe o seu próprio mundo, e a maneira com que ele interage com esse mundo. Esse detalhe é que precisa ser levado em conta. E é isso que deve ser contemplado quando se montam os planos de comunicação.

Planos de marketing e comunicação hoje só são efetivos e só dão retorno se contemplarem ações on line e off line veiculadas simultaneamente, isso é fato, porque uma complementa a outra. O que pode acontecer é que em algum segmento ou para algum público alvo específico, o online pode ter mais peso, mas tudo depende muito do momento e da situação. Escrevo isso porque trabalho num segmento que atende pessoas de 14 a 80 anos, e perdemos muito espaço tendo trabalhado dois anos somente com mídia on line, por ser mais barato” e pela maioria dos gestores entender que o “Facebook” (e não as redes sociais) era o que “dava dinheiro”… pois bem, falta de aviso não foi.

Essa discussão vai longe, porque cada mãe enaltece a beleza do seu filho… Tive o privilegio de assistir em 2014 a uma aula do Sr. Philip Kotler (alguém aí conhece?!), e ao ser questionado sobre a divisão do orçamento de mídia entre on line e off line, ele foi bem categórico em responder: estude seu público antes de qualquer coisa, mas o que recomendo é entre 25 e 30% para o on line, pois ainda há muita coisa nessa nova plataforma que precisamos estudar. Mesmo essa mensagem ter sido passada há quase três anos, desde aquele dia procuro seguir essa recomendação, porque acima de tudo, acredito que a complexidade da mente humana é superior a qualquer modismo, e a forma com que somos impactados depende muito do momento e da situação de cada pessoa. Então, se o seu produto/serviço estiver em vários locais, os consumidores lembrarão deles com mais frequência.

É fácil fazer isso? Claro que não. Cada dia é um aprendizado e talvez seja isso que torne o marketing e a comunicação tão desafiadores. 😉

Boa semana!

Quando se pensa sobre gestão em comunicação, não se pode esquecer do gerenciamento de crise, que é uma das ações mais importantes no atual cenário mundial. Ter um plano de gestão objetivo e transparente, que seja de conhecimento dos colaboradores e que garanta uma aplicabilidade rápida e eficiente, pode diminuir os impactos negativos e valorizar os positivos, quando houver, em um momento delicado para os negócios.

Essa situação acontece diariamente em ações pontuais dentro das organizações e a área de comunicação, caso esteja bem preparada, tira de letra. Problemas corriqueiros como notícias distorcidas publicadas em alguns veículos ou até um post infeliz publicado nas redes sociais pela própria equipe, quando trabalhados de forma rápida e pontual, são facilmente contornados.

No entanto, nos últimos tempos estamos sendo bombardeados por grandes escândalos e muitos profissionais dessa área estão sentados em gigantescos barris de pólvora. Os escândalos tomam uma dimensão enorme dependendo do segmento de atuação das organizações e a abrangência geográfica de seus negócios. Além disso, a internet potencializa e dá alcance em dimensão exponencial e veloz a qualquer boato ou informação disseminada na mídia.

Embora muitos gestores ainda não vejam grande importância nisso, pois pensam que planejar crise é coisa de gente pessimista, as empresas, independente de seu tamanho e estrutura, devem ter planos de gerenciamento e o mais importante de tudo, precisam coloca-los em prática sempre que a situação exigir. É claro que vai ter quem diga ao ler esse artigo “eu tenho uma carrocinha de cachorro-quente, e a chance de algo muito grande acontecer para quebrar o meu negócio é muito pequena”. Olha só o último escândalo que estourou… será que não vai interferir nas vendas da carrocinha de cachorro quente? Pode até não quebrar, mas que vendeu menos nos últimos dias, vendeu.

Independente do porte da organização, do seu tipo de negócio e da sua responsabilidade com o que aconteceu, as empresas podem basear seu plano nesses pilares:

1. Envolver os colaboradores que possam agregar conhecimento, independente da área de atuação deles dentro da empresa;
2. Estruturar um mapa conceitual de todo o negócio e mapear todas as suas atividades e as empresas/pessoas que são de alguma forma impactadas por ele (stakeholders);
3. Com base nesse mapa, a empresa deve definir algumas ações que podem ser tomadas caso a crise estoure;
4. As ações devem ser pensadas de forma cronológica e terem um sentido lógico;
5. Tempo rápido de resposta é fator vital no plano;
6. Sempre, em todo o momento, utilizar uma comunicação objetiva e transparente.

O fato é que muitas coisas nas áreas de marketing e comunicação só tem importância para as outras áreas depois que o problema acontece. Como o plano de gerenciamento de crises é liderado pela área de comunicação com o trabalho de toda a organização, muitos gestores de outras áreas não valorizam e acham que é “mais uma coisa que o marketing está inventando”. E o pior, quando se prontificam a participar, até colaboram, mas se precisar colocar o plano em prática, esquecem tudo o que foi planejado.

E como eu geralmente falo, pessoas que trabalham com marketing e comunicação precisam ser estudadas cientificamente, porque embora nosso trabalho e conhecimento em grande parte do tempo não sejam valorizados, continuamos firmes e fortes, trabalhando sempre com muita paixão e competência. E essas características nos ajudam a superar muita crise, né?! ☺

Afirmar que hoje, diante do atual cenário, a comunicação é ponto fundamental para o sucesso dos negócios é complicado, porque na verdade, sempre foi. As empresas que são líderes de mercado tem isso bem claro na sua estratégia. Uma comunicação transparente e focada nos seus públicos, pensada e executada de forma integral e coerente com a sua filosofia, certamente trará bons resultados.
Ouve-se muito que as organizações precisam “parecer ser” para que ganhem mercado. Não mais… Elas precisam “ser” para que a comunicação atinja o seu objetivo. Os clientes hoje não estão mais propensos a consumir produtos e serviços que “pareçam ser”, nós queremos consumir produtos e serviços que “sejam”.
E essa nova concepção exige muito mais esforço e dedicação dos profissionais da área porque precisamos estudar, planejar e executar planos de comunicação que gerem resultados positivos.
Toda essa mudança também trouxe um novo entendimento e uma nova percepção: a comunicação está deixando de ser considerada perfumaria e se tornando fator estratégico de sucesso nas organizações.

O caminho é longo e íngreme, mas os resultados são compensadores.

Boa reflexão! 😉