Continuando minhas considerações sobre o varejo na praia, parto hoje para um assunto mais delicado: a qualidade no atendimento. Em minhas experiências de consumo durante as férias, me peguei pensando na seguinte questão: o que faz uma pessoa te atender bem, quando ela está andando exaustivamente sob o sol quente?

O mundo todo sabe do calor infernal que está fazendo no Brasil durante esse verão. E os ambulantes estão lá, firmes e fortes, sempre com um sorriso no rosto, prontos para atender o pessoal em férias. Fiquei observando-os trabalhar e pensei: será que a necessidade faz com que trabalhem assim?

Não tive como deixar de compará-los com os nossos vendedores nos shopping centers que estão o dia todo no ar condicionado, trabalhando somente dentro do espaço da loja e, salvo exceções, atendendo os clientes sem vontade alguma. Por que não colocar um sorriso no rosto e atender de forma civilizada os clientes, principalmente em época de promoção onde as lojas precisam desovar seus estoques?

Posso afirmar hoje, que as minhas melhores experiências de compra durante as férias, foram proporcionadas por pessoas de pouca instrução, mas que tinham amor em servir. E lembrei de uma frase dita pelo ex-presidente americano George W. Bush, em sua palestra na 103a. Retail’s Big Show, em janeiro: é muito importante servir a alguém, e não somente aos seus próprios interesses.

Então, pessoal, espero que o varejo brasileiro se prepare cada vez mais para servir. E caso alguém não saiba como fazer isso, vá mais a praia e preste atenção em quem trabalha enquanto você descansa. #ficaadica

Abraços.

Há um bom tempo, observo o desenvolvimento do varejo nas praias catarinenses. Como boa neta de pescadores e tendo a praia como destino obrigatório nos finais de semana e durante as férias de verão, desde criança percebo a evolução do trabalho nesse segmento.

Antigamente, para passar um dia na praia, as mães tinham toda uma logística preparada que incluía, dentre outras coisas, a bebida e a comida para a família toda. Cadeiras de praia e guarda-sois não existiam e o lance era chegar bem cedo para conseguir um espaço debaixo de alguma árvore.

Hoje em dia, a história é outra, você pode alugar cadeira, guarda-sol, pode comer em algum restaurante próximo. Tem sempre alguém vendendo água, refrigerante e cerveja bem gelada. Você pode comprar um novo biquini, uma nova canga. Mas, é claro, tudo isso tem um custo.

E nesse custo, além do custo real do produto, está um outro que determina o sucesso ou não do empreendimento, o serviço. Na praia, em seu momento de lazer e de esquecer do mundo, você paga para não se incomodar, não é isso? Você quer a cerveja gelada na mão, você quer que alguém instale o guarda-sol, que alguém recolha a cadeira.

Então, sua comodidade gera renda e emprego. Da pessoa que sobrevive disso o ano todo até a pessoa que gera uma renda extra durante suas férias. É um comércio em considerável crescimento. Confesso que ontem, em meu momento relax, me peguei pensando em qual seria o serviço que inovaria esse negócio…

Bem, vou pensar um pouco mais sobre isso e no próximo post compartilho com vocês.

Bom final de semana e se puderem, aproveitem uma praia! 😉