Há um bom tempo discutem-se novas configurações e plataformas do marketing nas empresas, em função da incorporação da tecnologia. Já é consenso no meio que não há como diferenciar marketing off line de marketing on line, pois tudo é marketing. O fato é que somente com a utilização integrada das plataformas é que se terão resultados positivos nas campanhas.

Embora tenham grandes players ofertando tecnologias para a área de marketing e vendas, a aderência e a aceitação por parte das empresas para a utilização dessas tecnologias em seus processos é baixa. E uma parte desse descrédito está na visão distorcida de que usar o digital é somente impulsionar posts nas redes sociais, como Facebook, Instagram, e tantas outras.

A área de marketing hoje só gera resultados satisfatórios se tiver uma “alma digital”, e essa linha digital é cultural, pois as ações de marketing influenciam e impactam toda a cadeia de valor da empresa.  As empresas hoje que não tem cultura digital terão grandes problemas para manterem-se sustentáveis em seu mercado de atuação.

É preciso uma estrutura básica com um sistema de CRM (Customer Relationship Management) que integre todas as áreas, desde o cadastro dos clientes até suas interações nas redes sociais, pois essa estrutura pode promover maior assertividade no planejamento e execução das ações de marketing e comunicação.

Ações de envio de e-mail marketing e impulsionamento de posts nas redes sociais, tem mais resultados quando realizadas de forma segmentada a partir do perfil do público-alvo, e uma boa estrutura tecnológica facilita muito esse processo. O digital possibilita o mapeamento da jornada do consumidor e consequentemente, a mensuração dos resultados obtidos com as ações executadas.

A comunicação precisa ser fácil e dirigida e isso só será possível integrando tecnologia aos processos de marketing. Ao contrário do que muitos afirmam, a tecnologia não elimina processos ou pessoas, ela as transforma, e para melhor, proporcionando novas possibilidades de atuação, seja para as organizações, seja para os profissionais. O cenário é desafiador e ainda temos muitos obstáculos a superar.

Percebe-se nesse conexto, que as equipes e empresas que se dispuserem a essa transformação terão ótimos resultados. Então, vamos tentar?

Boa semana. 😉

 

 

 

Após terminar de ler o livro Marketing 4.0, me peguei pensando porque é tão difícil aplicar os ensinamentos de Philip Kotler em nossa cultura organizacional. Quem conhece sua obra sabe que ela é fundamentada em experiências de empresas reais que em algum momento precisaram se profissionalizar e deram a devida importância à área de marketing em seus modelos de negócio. Então, por que parece tão inatingível para algumas empresas usar suas técnicas, adaptar esses conhecimentos e aplica-los em seus negócios?

Listei alguns pontos para ajudar nessa reflexão: 😉

1 – Os cargos de liderança nessa área são ocupados, em sua maioria, por profissionais com mais habilidades de relacionamento do que habilidades técnicas, enquanto que na minha opinião, essas habilidades deveriam ser equilibradas.

2 – Os planos de marketing são elaborados e não implantados, ou seja, estruturam-se os planos em função de algum tipo de exigência legal, e no decorrer do processo são esquecidos. Planejamento é uma das palavras-chave de toda obra dele.

3 – Nós somos capacitados para fazer aparecer, então, planejar não é importante. Trabalhamos com a sensação das “pílulas da alegria”, do prazer momentâneo, do viral, e quando você planeja, uma ação deve ser atrelada a outra, e mesmo que dê resultado, não dá muita visibilidade.

4 – A maioria das nossas empresas considera marketing despesa e não investimento.

5 – Dependendo da cultura organizacional, quando você monitora alguns resultados e eles não são favoráveis a alguns interesses, é mais prudente que sejam esquecidos.

6 – Dá um trabalho gigante monitorar resultados e quando os itens anteriores acontecem na organização, você não se anima e “toca do jeito que dá”.

7 – Sempre estamos perseguindo uma fórmula mágica, uma ação que tenha que ser realizada uma única vez e que nos renda milhões de faturamento para o resto da vida, mas isso não existe. Marketing é muito mais trabalho do que glamour.

8 – Os livros dele são lidos, não são estudados. Uma grande parte dos profissionais leem Kotler porque todo mundo da área lê, e é bem chato você estar num bate-papo sem conhecer as obras dele. Se debruçar sobre os livros e tentar fazer a ponte com o seu dia-a-dia requer muita paciência e dedicação, o que nem todo mundo tem.

Basicamente, o que precisamos absorver é que o conteúdo da obra dele é totalmente aplicável, independente da estrutura da organização e da cultura empresarial que a rege. O que precisa acontecer é a adaptação do conteúdo ao seu modelo de negócio, pois hoje em dia não se faz marketing sem flexibilidade, criatividade, experiência e engajamento.

Então, vamos começar a semana praticando Kotler? 🙂

 

Nos últimos tempos tenho observado e refletido sobre muitas práticas e discussões acerca do marketing e do marketing digital, que estão me deixando bem confusa e curiosa sobre como podemos planejar e executar nossos planos de marketing e comunicação nesse novo ambiente multiplataforma. Antes de começar, gostaria de deixar claro duas coisas:
1. Esse artigo reflete tão e somente a minha percepção do assunto, com base na minha experiência profissional e de consumo diário. Outras pessoas e colegas da área tem total liberdade para pensarem e se posicionarem de forma diferente, pois a minha verdade não é a verdade de todo o mundo.
2. Na minha experiência profissional na área de marketing não existe diferença entre marketing e marketing digital, tudo é marketing, o que muda é a plataforma que levará a mensagem ao público. Então, marketing é e sempre será “só” marketing.

O que existe muito hoje é uma plataforma querendo ser mais forte que a outra, uma querendo aparecer mais do que a outra e isso não é saudável para ninguém. O que os profissionais, na ânsia de se tornarem conhecidos e referenciados, se esquecem é que antes de toda essa discussão sobre o digital e o tradicional existe uma coisa muito mais importante: a mente do consumidor, a forma como ele cria e percebe o seu próprio mundo, e a maneira com que ele interage com esse mundo. Esse detalhe é que precisa ser levado em conta. E é isso que deve ser contemplado quando se montam os planos de comunicação.

Planos de marketing e comunicação hoje só são efetivos e só dão retorno se contemplarem ações on line e off line veiculadas simultaneamente, isso é fato, porque uma complementa a outra. O que pode acontecer é que em algum segmento ou para algum público alvo específico, o online pode ter mais peso, mas tudo depende muito do momento e da situação. Escrevo isso porque trabalho num segmento que atende pessoas de 14 a 80 anos, e perdemos muito espaço tendo trabalhado dois anos somente com mídia on line, por ser mais barato” e pela maioria dos gestores entender que o “Facebook” (e não as redes sociais) era o que “dava dinheiro”… pois bem, falta de aviso não foi.

Essa discussão vai longe, porque cada mãe enaltece a beleza do seu filho… Tive o privilegio de assistir em 2014 a uma aula do Sr. Philip Kotler (alguém aí conhece?!), e ao ser questionado sobre a divisão do orçamento de mídia entre on line e off line, ele foi bem categórico em responder: estude seu público antes de qualquer coisa, mas o que recomendo é entre 25 e 30% para o on line, pois ainda há muita coisa nessa nova plataforma que precisamos estudar. Mesmo essa mensagem ter sido passada há quase três anos, desde aquele dia procuro seguir essa recomendação, porque acima de tudo, acredito que a complexidade da mente humana é superior a qualquer modismo, e a forma com que somos impactados depende muito do momento e da situação de cada pessoa. Então, se o seu produto/serviço estiver em vários locais, os consumidores lembrarão deles com mais frequência.

É fácil fazer isso? Claro que não. Cada dia é um aprendizado e talvez seja isso que torne o marketing e a comunicação tão desafiadores. 😉

Boa semana!

O que o marketing pode esperar de seus profissionais em 2017? Me fiz essa pergunta pensando em um novo post para o blog. Num momento em que todo mundo espera muita coisa de muita gente, achei interessante inverter a pergunta que muitos, inclusive eu, fizeram a si mesmos, nos últimos meses: o que esperar do marketing para 2017?
Quero deixar claro que também não tenho a resposta ideal, se é que ela existe, mas posso adiantar que o marketing pode esperar ainda mais ações e tentativas de fazer a coisa acontecer, com poucos recursos e muita criatividade. Nos últimos meses é essa diversidade de ações que tem mantido os profissionais da área motivados e cheios de ideias.
Muitas ideias com poucos recursos, sejam eles financeiros, humanos e de infraestrutura, têm povoado a mente de profissionais do marketing e da comunicação que percebem a importância do seu trabalho para uma organização. É claro que nem sempre as ideias são bem aceitas ou bem vistas, pois como todo mundo entende da área, sempre há contribuições.
E são essas contribuições que ouvidas e trabalhadas de forma adequada resultam em boas ações. E essa “adequação”, desculpem-me os leigos, são os profissionais da área que sabem triar e realizar com maestria. Por trás de grandes ações de marketing e comunicação estão pessoas que embasadas tecnicamente, com um pouquinho de feeling (sim, até mesmo os técnicos usam isso) e muita ousadia, pensam, lapidam ideias e as executam buscando um resultado positivo para as organizações.
Às vezes não conseguimos, mas, na maioria, por mais que outras pessoas não reconheçam, nós “lacramos”, e isso nos faz diferentes dos demais. Somos seres únicos, que vibram com a vitória, mas se enchem de garra após cada derrota. Somos assim porque sabemos que na maioria das vezes, a vitória infla nossos egos, mas a derrota, essa sim nos motiva a começar tudo de novo e a fazer cada vez melhor.
Temos alma guerreira, coração leve e mente que voa longe, e as empresas que sabem tirar proveito desse potencial, estão muito bem, obrigada! Trabalhamos com números sim, sabemos planejar sim, mas não há nada mais produtivo para nós do que ter a mente livre para ir além. Embora em alguns momentos não tenhamos tanta liberdade, nos adequamos em seus limites, mas lembrem-se que quando isso acontece, morre a nossa paixão.
E é essa paixão que o marketing poderá esperar de nós em 2017. Paixão pelo estudar, por planejar e por fazer acontecer. Paixão pela vida e pelo trabalho é um legado que só os profissionais com alma têm e o marketing e a comunicação se alimentam disso.

Boa semana, com muita paixão! <3