Um dos segmentos que mais sofre os impactos da atual era tecnológica é o de marketing e comunicação. Processos estão sendo modernizados por conta da grande quantidade de tecnologia à disposição do trade (agências, veículos e anunciantes), impactando diretamente no perfil do profissional desse segmento, que hoje requer competências transversais, além das de formação específicas. A inteligência artificial e o big data já são tecnologias presentes e incorporadas ao segmento e a oferta por produtos desse tipo cresce a cada dia.

Na questão de qualificação profissional, num passado não muito remoto, conseguíamos estruturar as equipes diferenciando as competências e perfis dos profissionais de maneira segmentada, por formação: jornalistas seriam assessores de imprensa, administradores seriam os “marqueteiros”, publicitários seriam responsáveis pela publicidade e propaganda, e assim por diante. Cada um exercia suas atividades a partir do que estudou, e tínhamos bons resultados com essa forma de especialização.

Hoje, essa configuração por formação não atende mais ao mercado. O jornalista precisa atuar com marketing digital e continuar sendo assessor de imprensa; o administrador poderá ser o “marqueteiro”, mas agora deverá entender de métricas e de big data também; publicitários, além da publicidade e propaganda tradicionais, precisam entender e usar as plataformas digitais. Enfim, não há mais nenhuma função nessa área que não exija do profissional conhecimento e domínio de tecnologia digital.

E não foi só o perfil dos profissionais técnicos e operacionais que foi afetado nesse novo cenário. O perfil da liderança, por conseqüência, também está sofrendo grandes transformações. Assim com os demais integrantes da equipe, esse profissional deverá conhecer e utilizar tecnologia em suas atividades. O antigo CMO (Chief Marketing Officer) em pouco tempo deverá ser substituído pelo CMT (Chief Marketing Technology), um líder mais completo para o mercado contemporâneo.

Dessa forma, percebe-se que a realidade em alguns segmentos e a tendência nos demais, é que a competência digital já não é mais diferencial no mundo do trabalho, porque todos os profissionais, independente das áreas de atuação, precisam desenvolver competências relacionadas a tecnologia para manterem-se competitivos no mercado. Se os seus conhecimentos se limitam a pacote Office, e você se sente o tal por fazer uma planilha em Excel cheia de filtros, reveja seus conceitos e atualize-se. Cultura digital é muito mais que isso!

Boa semana! 😉

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